A bela e perigosa fase da adolescência

A bela e perigosa fase da adolescência
13/12/2013

Adolescência e seus problemas “quantos de nós passamos pela adolescência sem nos machucar e nem machucamos ninguém.”
Os números de adolescentes envolvidos em crimes como, roubo, furtos, assaltos, assassinatos são cada dia maiores, segundo estatísticas oficiais dos órgãos responsáveis no Brasil.
Neste ano de 2013, o Ministério da Justiça divulgou uma série de pesquisas. Numa delas são analisados Boletins de Ocorrência e Inquéritos Policiais referentes a homicídios dolosos de três cidades brasileiras: Belém-PA e Maceió-AL e Guarulhos-SP, todas do ano de 2010. Concluem que uma parte substancial, nas três cidades, deve-se a vinganças pessoais, violência doméstica, motivos banais. Também verificam um alto percentual de crimes praticados com armas de Fogo em situações cotidianas (brigas entre vizinhos, violência doméstica). (Etc.).
Um segundo fator de peso são os elevados níveis de impunidade vigente no país, que funcionam como estímulo para a resolução de conflitos. Muitos cientistas têm abordado a adolescência como fenômeno biológico, uma etapa da vida humana, relativamente demarcável, na qual o corpo da criança faz sua maravilhosa transformação para a vida adulta.
Gostaria aqui de romper o mito de que todos os indivíduos passariam por fases naturais, divididas em infância, adolescência, vida adulta e velhice. Ainda que do ponto de vista biológico possamos dar esses cortes, é necessário destacar o forte conteúdo social atribuído a essas etapas, refletindo a própria organização e complexidade das diferentes culturas. A adolescência é um divisor de águas para quem passa por ela, entre ser criança e ser adulto. È tanto conflito que em alguns casos, os meninos e meninas se pegam confusos, amedrontados e no risco de encontrar pela frente adultos maldosos lhes oferecendo vantagens financeiras e moral. Quando neste momento, são atraídos para o crime, drogas e delinquências. Nas escolas, os adolescentes arrumam brigas, agridem professores, colegas de aula. Em casa, respondem ao país, desobedecem se revoltam com as cobranças e chegam a agredir irmãos e pais. Na rua, são vítimas de agressões, deboches e convidados por um bando de criminosos para praticar a violência contra pessoas e contra órgãos públicos e privados. Na adolescência, a vítima é o adolescente, que ao praticar o crime é recolhido e não preso. È apreendido e não encarcerado. Essas diferenças no Código penal lhe facilitam a vida criminal, pelo menos até aos 18 anos. Nos tempos atuais, as famílias não conseguem educar com pulso firme, pois estão amedrontados com as reações emocionais dos seus filhos adolescentes. O que está errado nisso tudo é a falta de uma educação familiar mais rígida e determinada, com princípios. Nossos adolescentes estão perdendo a oportunidade de serem grandes homens e mulheres na fase jovem e adulta, quando perdem seu tempo para envolverem-se com projetos futuros errados. Melhor é cuidar das crianças e dos adolescentes para dias melhores para todos.
​Criança e adolescente devem ser tratados com amor e sabedoria e nunca com violência para que os maus não os tragam para o mal.

ilze.moreira
Ilze Terezinha de Mello Moreira
Sou uma profissional da comunicação, nascida em Joinville, onde iniciei como repórter em 81 na televisão na TV Eldorado (Rede Bandeirantes). Após dois, fui para a CIA. Catarinense de Rádio e Televisão(RBS TV). Fui coordenadora de jornalismo da RBS TV Chapecó e Blumenau e em Joinville, repórter e apresentadora. Fiz campanhas publicitárias em programas políticos de televisão e diversos programas de rádio em várias emissoras. Hoje sou assessora de imprensa e faço rádio\jornalismo Membro da AD Joinville desde 2006 Ilze Moreira

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