Justiça com as próprias mãos não é justiça

Justiça com as próprias mãos não é justiça
12/02/2014

A expressão olho por olho, dente por dente, é uma das mais antigas leis existentes. A lei de talião consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Olho por olho, dente por dente, era a base de qualquer justiça: "Se uma pessoa arrombar uma casa alheia, deverá ser condenado à morte e ser enterrado na parte da frente do local do arrombamento.
Quando que, agredir até a morte alguém é fazer justiça. Nunca foi e nunca será pois se continuarmos agindo assim, perdemos a razão humana, perdemos o amor, perdemos a oportunidade de sermos semelhantes a Deus. Justiça não é isso, não cobrar de um criminoso aquilo que ele perdeu na infância, na adolescência, na juventude, não sei quando, mais perdeu. Perdeu tudo. Tanto que foi agir contra a vida de outras pessoas, roubando, matando, furtando, agredindo. “A Justiça tarda, mas não falta”, reza o ditado popular. Ou melhor, rezava. Hoje, os brasileiros sabem que só a primeira metade desse ditado continua verdadeira. No Brasil, a Justiça tarda tanto que muitas vezes não chega. Tanto que não chega que, as pessoas comuns estão ficando agressivas e intolerantes.
O caso mais horroroso foi registrado no Rio de Janeiro depois de um jovem de 15 anos ser espancado e deixado preso a um poste no bairro do Flamengo, no Rio, no último dia 31 de janeiro, que chocou por sua violência e crueldade.
Outro caso é de um garoto que em plena luz do dia, foi morto com três disparos. O ato de selvageria foi filmado em Belford Roxo em janeiro e caiu na internet. Não é só a falta de punição, ou a justiça tardia que são as causas desta violência sem justiça, praticada por homens e mulheres e que pensam que podem tudo, mesmo quando a vítima é autora de delitos criminosos.
Não concordo com essa violência que não acredito que, a justiça com as próprias mãos seja a justiça verdadeira. Não se pode usar este argumento para justificar a raiva, a intolerância, o descontrole emocional e o espírito de vingança.Agredir até a morte um ser humano é uma barbárie sem tamanho e voltar a milhões de anos, é retroceder em todos os aspectos como ser humano.
Uma jornalista que trabalha em uma emissora de TV em nível nacional, usou seu espaço para concordar com os justiceiros de plantão que envolvidos pelo ódio, humilharam, amarraram o adolescente e o torturaram. Se o rapaz é marginal ou deixa de ser, não importa, o que não pode é motivar as pessoas despreparadas e cheias de raiva, utilizarem suas forças ignorantes para agredir uma pessoa.
Somos humanos, imagem e semelhança de Deus e jamais poderemos admitir atitude tão violenta. A justiça se faz com justiça e não por justiceiros. Existe uma lei que estabelece pena maior para quem cometeu crime com a intenção de "fazer justiça pelas próprias mãos". A penalidade também alcança crimes praticados por grupos de extermínio ou milícias privadas para satisfazer pretensão própria ou de outrem ou a prática do crime sobe o pretexto de oferecer serviços de segurança.

Ilze Terezinha de Mello Moreira
Sou uma profissional da comunicação, nascida em Joinville, onde iniciei como repórter em 81 na televisão na TV Eldorado (Rede Bandeirantes). Após dois, fui para a CIA. Catarinense de Rádio e Televisão(RBS TV). Fui coordenadora de jornalismo da RBS TV Chapecó e Blumenau e em Joinville, repórter e apresentadora. Fiz campanhas publicitárias em programas políticos de televisão e diversos programas de rádio em várias emissoras. Hoje sou assessora de imprensa e faço rádio\jornalismo Membro da AD Joinville desde 2006 Ilze Moreira

Comentários

Obrigada, me ajudou bastante! Tenho um debate amanhã na escola e usarei essa argumentação, caprichou!
Enviado por Anônimo (não verificado) -
Me ajudol muito obrigado
Enviado por Anônimo (não verificado) -
parabéns pelo texto, encontrei o que procurava: um ponto de vista cristão e sociólogo.
Enviado por Anônimo (não verificado) -
me ajudou mas eu procurava um texto menos religiosos mas obg
Enviado por Anônimo (não verificado) -

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